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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ninguém "nasce" bom em Matemática

A Ciência explica por que todos podem aprender

    Depois de duas décadas trabalhando como professor de Matemática e vivendo os desafios do ensino, uma das barreiras que ainda me incomoda - e que se manifesta fortemente em nossa cultura - é o mito do "cérebro matemático". Já ouvi muito: "Eu não levo jeito para números", "Não nasci com esse dom" e, o pior, "Sou de Humanas". Para muitos estudantes e pais, a Matemática parece uma habilidade mágica que você tem ou não tem. Mas a Ciência traz uma notícia incrível: esse "dom" é um mito!

    Um artigo da BBC destaca o trabalho da Dra. Jo Boaler, de Stanford, provando que o nosso cérebro é muito mais flexível do que imaginamos.

1º- O Cérebro é "Plástico" (e cresce com o desafio!). A ideia principal é a neuroplasticidade. Cada vez que aprendemos algo novo ou enfrentamos um problema difícil, nosso cérebro cria novas conexões e as sinapses se fortalecem.

Se você é estudante: Pense no seu cérebro como um músculo. Se você só levanta pesos leves (faz exercícios fáceis), ele não cresce. É no momento da dificuldade que o "músculo" da Matemática realmente se desenvolve.

Se é pai ou mãe: Não existe um "cérebro matemático" fixo. O que existe é prática e estímulo correto.

2º- O erro é o seu melhor amigo. Sabe aquele frio na barriga quando você erra uma conta? No artigo, Boaler explica que o cérebro cresce mais quando cometemos erros do que quando acertamos tudo de primeira. Quando erramos, o cérebro trabalha dobrado para entender o que aconteceu. Por isso, nunca tenha vergonha de errar - o erro é o sinal de que seu cérebro está em pleno processo de expansão.

3º- Fuja da "Cultura da Velocidade". Muitos alunos acham que ser bom em Matemática é ser o mais rápido da turma. Grande erro! A Matemática profunda é sobre criatividade, conexões e pensamento crítico, não sobre velocidade. Alguns dos maiores matemáticos do mundo pensam de forma lenta e visual.

Dica: Não tenha pressa. O importante é entender o porquê das coisas, não apenas decorar fórmulas.

4º- Tenha Mentalidade de Crescimento. A maior barreira para aprender Matemática não é a inteligência, mas a crença de que você não consegue. Se você acredita que sua inteligência é fixa, você desiste no primeiro obstáculo. Se você entende que pode "ficar mais inteligente" com esforço, os limites desaparecem.

    Conclusão: Vamos mudar essa conversa? Pais, evitem dizer perto dos seus filhos que "também eram ruins em Matemática". Reflitam: É essa a herança que vocês desejam deixar? Isso só reforça o mito do dom. Em vez disso, vamos celebrar o esforço e a persistência. Estudantes, na próxima vez que se depararem com um problema difícil, não pensem "eu não consigo". Digam: "Meu cérebro ainda está construindo esse caminho".

    A Matemática é para todos. E você tem toda a capacidade do mundo para dominá-la! Não deixe que antigos rótulos definam o seu futuro. Acredite no processo, respeite o seu tempo e celebre cada descoberta. Você é capaz de aprender qualquer coisa, e estou aqui para te dizer: o caminho pode ser desafiador, mas a vista lá de cima é incrível.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O incrível mundo dos sólidos dualistas

Tudo está conectado!

     Você já percebeu como a geometria parece guardar segredos de simetria? A simetria em Matemática é o estudo das formas que permanecem iguais quando submetidas a transformações como reflexões, rotações ou translações. Em termos simples, uma figura é simétrica quando pode ser dividida em partes que coincidem perfeitamente ou se repetem de forma equilibrada. Hoje vamos explorar a simetria envolvendo uma das propriedades mais fascinantes dos sólidos platônicos: a dualidade.

O que é um sólido dual?

     Imagine que você tem um dado (um cubo) e marca um ponto exatamente no centro de cada uma das suas 6 faces. Se você ligar esses pontos vizinhos, magicamente verá surgir um novo sólido dentro do original! Esse "parceiro" geométrico é o que chamamos de sólido dual ou recíproco.

As trocas matemáticas

     A simetria desses sólidos revela padrões numéricos curiosos. Observe como o número de faces e vértices se "invertem" entre os pares:


Curiosidades da dualidade

     O cubo e o octaedro: Se ligarmos os centros das faces de um cubo, obtemos um octaedro. O inverso também é verdadeiro: se partirmos de um octaedro, o resultado será um cubo.

     A razão áurea: No caso do icosaedro e do dodecaedro, essa conexão é ainda mais especial. A relação entre o tamanho das arestas desses dois sólidos, quando um está embutido no outro, pode ser expressa através da razão áurea

o número que aparece em diversos padrões da natureza.
     
     O "solitário" tetraedro: O tetraedro é chamado de auto-recíproco. Isso acontece porque ele possui o mesmo número de faces e vértices (4). Ao ligar os centros de suas faces, você cria... outro tetraedro!

Dica: Tente desenhar esses sólidos um dentro do outro. É um excelente exercício para treinar a visão espacial e entender por que essas formas são consideradas as mais belas da geometria!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Investigando, argumentando e demonstrando

    
    Em Matemática, é comum formularmos afirmações que servem de alicerce para a construção do conhecimento. Essas declarações, por mais sólidas que pareçam, podem se tornar problemáticas quando um estudante diz: “Não entendi a lógica por trás disso.” Por isso, sempre que possível, é essencial que essas proposições sejam comprovadas — não apenas para validar seu conteúdo, mas para tornar o raciocínio acessível e transparente.
    Vamos analisar uma proposição:

 “Se a e b são números inteiros pares quaisquer, então a soma a + b é um número par” 

Para concluir que ela é sempre verdadeira é suficiente constatar que a proposição é válida para alguns casos particulares?

6 + 4 = 10;     118 + 124 = 242;
0 + 100 = 100;     –8 + 28 = 20;
–30 + 28 = –2;     –10 + 10 = 0  etc.

Poderíamos sugerir uma infinidade de outros exemplos e mesmo assim não garantiríamos para sempre a veracidade da afirmação! 

    Do ponto de vista da Matemática, prevalece o método dedutivo, em que uma propriedade matemática só é validada por meio de uma demonstração. Na Matemática, uma propriedade (ou um teorema) é uma proposição do tipo “Se p então q”, em que p é a hipótese e q é a tese.

    A demonstração é uma sequência (finita) de passos lógicos que permitem, a partir de p, concluir que q é verdadeira. Na proposição inicial, a hipótese é “a e b são números inteiros pares quaisquer” e a tese é “a + b é um número par”.

    Acompanhe a demonstração dessa propriedade. 

    Como a é um número inteiro par, podemos escrevê-lo na forma a = 2.m, em que m  . Analogamente b = 2.n, em que n  .

Daí:  a + b = 2.m + 2.n = 2.(m + n) ,  em que (m + n)  .

Como m e n são inteiros, a soma m + n é um número inteiro e a + b resulta em um número múltiplo de 2, fica demonstrado que a + b é um número par. 
    Nem toda proposição matemática é verdadeira. Veja a seguinte:

então a é múltiplo de 6.”

Podemos verificar que a proposição é falsa, pois existem múltiplos de 3 que não são múltiplos de 6, como, por exemplo, 3, 9, 15, 21 etc. Cada um desses valores corresponde a um contraexemplo. Um contraexemplo em Matemática é um exemplo específico que mostra que uma afirmação geral é falsa. Ele serve para refutar uma conjectura ou proposição, demonstrando que nem sempre ela é verdadeira. Pronto! Basta um contraexemplo para refutar a afirmação.
    Agora é com você! Apresentamos algumas proposições envolvendo elementos do conjunto dos números inteiros. Decida se elas são verdadeiras ou falsas, exibindo uma demonstração para as verdadeiras e um contraexemplo para as falsas.

I) Se a e b são números inteiros ímpares, então (a + b) é um número par.

II) Se a é um número inteiro par, então é um número par.

III) Se a é um número inteiro múltiplo de 6, então a é múltiplo de 3.

IV) Se a é um número inteiro divisível por 5, então a é divisível por 10.

V) Se a, b e c são números inteiros e consecutivos, então (a + b + c) é um número inteiro múltiplo de 3.

VI) Se a e b são números inteiros e consecutivos, então (a² + b²) é um número ímpar.

VII) Se n é um número natural qualquer, então (n² + n + 41) é um número primo.

    Para aprofundar o assunto, no portal da Matemática da OBMEP tem um super módulo sobre: Introdução à lógica Matemática e que recomendamos muito o estudo. Abraços! 

Adaptado de: Gelson Iezzi... [et. al.] - Matemática: ciência e aplicações, 1º ano:
Ensino Médio - p.22 - São Paulo: Editora Saraiva, 2016

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O poder da matemática na era digital


A matemática se transformou em uma influência
 onipresente, moldando todos os aspectos de nossas vidas, escreve
 Ian Vander Burgh

    A era digital é, em muitos aspectos, uma era matemática porque a matemática serve como linguagem e base de quase todas as facetas da tecnologia e inovação digital. Os exemplos incluem IA, criptomoeda, ciência de dados e segurança cibernética. Quaisquer avanços futuros na tecnologia digital devem basear-se em conhecimentos matemáticos.
    Nesta era digital, a matemática transformou-se numa influência onipresente, moldando todos os aspectos das nossas vidas. Dos algoritmos que sugerem nosso próximo programa digno de farra na Netflix aos cálculos intrincados que orientam os mercados financeiros, a matemática constitui a base do cenário digital em que navegamos. O seu impacto vai além da mera computação; A matemática é a principal linguagem através da qual nosso mundo movido pela tecnologia se comunica.

    Em sua essência, a matemática gira em torno de padrões, relacionamentos e estruturas. Numa era de fluxos constantes de dados e de crescente complexidade técnica, estes princípios matemáticos tornaram-se indispensáveis ​​em quase todas as tecnologias em que confiamos. Buscar esses padrões, relações e estruturas não é domínio exclusivo dos matemáticos; fazemos isso como humanos em nossas vidas diárias. 

Construções matemáticas

    Os algoritmos, a força vital da tecnologia moderna, dependem do raciocínio matemático para decifrar a enorme quantidade de dados gerados diariamente. Seja refinando os resultados dos mecanismos de pesquisa, prevendo padrões climáticos ou permitindo que veículos autônomos naveguem no trânsito, os algoritmos são construções matemáticas que transformam dados brutos em insights acionáveis.

    O aprendizado de máquina, aspecto fundamental da inteligência artificial, exemplifica a sinergia entre a matemática e o domínio digital. As redes neurais, refletindo as interconexões dos neurônios humanos, operam em estruturas matemáticas intrincadas para processar e aprender. A matemática sustenta essas redes neurais, pois elas reconhecem padrões para realizar tarefas complexas, como reconhecimento de imagens, tradução de idiomas e diagnóstico médico preciso.

    Os domínios da criptomoeda e do blockchain, tecnologias que desafiam os sistemas financeiros tradicionais, também assentam numa base matemática. Os protocolos criptográficos que garantem transações seguras envolvem conceitos matemáticos sofisticados, como fatoração de primos e criptografia de curva elíptica. Estes mecanismos matemáticos protegem a maioria das transações financeiras hoje.

Números unificados

    Na ciência de dados, outra faceta da revolução digital, a matemática desempenha um papel central. Big data é inerentemente matemático, uma vasta extensão de números unificados por métodos estatísticos. Insights derivados de big data orientam decisões em vários setores, desde saúde até marketing, inaugurando uma era impulsionada por dados em que a modelagem matemática molda estratégias e inovações.

    No entanto, a era digital apresenta novos desafios matemáticos. A cibersegurança, por exemplo, surge como um campo de batalha onde a matemática serve tanto como arma ofensiva como defensiva. Os algoritmos de criptografia protegem nossas comunicações, enquanto os criptoanalistas utilizam ferramentas matemáticas para quebrar essas barreiras. Esta luta contínua sublinha a natureza dinâmica da Matemática como uma disciplina que evolui com os avanços tecnológicos.

    Não é exagero afirmar que a Matemática é a pedra angular da era digital, que funciona como a linguagem através da qual a tecnologia comunica, a lógica por detrás dos algoritmos e a base da análise de dados. A sua influência vai além da computação, moldando as nossas interações com o mundo em diversas áreas, desde o entretenimento e a arte até às finanças e à ciência.

    À medida que navegamos neste cenário em evolução, a potência da Matemática impulsiona-nos para um futuro onde o digital e a matemática se fundem perfeitamente. Então, o que significa essa confiança e onipresença da matemática? Significa que não devemos mais temer a Matemática; precisamos abraçá-la. Significa que não devemos considerar a matemática apenas uma “disciplina de apoio”; devemos reconhecer que aqueles que se aprofundam na matemática avançada têm algo a oferecer em todos os campos importantes do nosso mundo.

    Além disso, significa que mesmo os indivíduos que não se consideram utilizadores regulares de Matemática devem explorar as suas capacidades matemáticas inatas. Uma base sólida nas ciências matemáticas fornece uma bússola, guiando-nos em direção à inovação, compreensão e crescimento contínuo na era digital.     


(O autor é diretor do Centro de Educação em Matemática e Computação da Universidade de Waterloo) - Texto adaptado de ► (*

sábado, 30 de dezembro de 2017

πerímetro


     Você sabia que o uso da letra grega pi (π) vem da palavra perímetro? Em grego antigo, perímetro é escrito da seguinte forma:

περίμετρος

    Em 1737, o matemático suíço Leonhard Paul Euler popularizou a inicial dessa palavra grega para indicar o quociente constante entre o perímetro e o diâmetro de qualquer circunferência, ou seja,
     
▲ clique

    Foi também nessa época que os matemáticos conseguiram demonstrar que "pi" é um número irracional, ou seja, que possui infinitas casas decimas após a vírgula e não possui período. Observe logo abaixo "pi" com 500 casas decimais, agrupadas de 25 em 25 ( ... ou clique e veja o primeiro milhão de casas decimais ! ):


??????????* Vamos jogar o Tangram? Acesse-o aqui.

✽ O Portal da Matemática OBMEP oferece gratuitamente, aos estudantes do país, materiais didáticos de qualidade relacionados à grade curricular do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Já utilizamos e incentivamos nossos estudantes a utilizarem, cada vez mais esses materiais. Complemente e aprofunde seus estudos com videoaulas, exercícios resolvidos, caderno de exercícios, material teórico e aplicativos iterativos. Aproveite !!

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